Corte Suprema Argentina realiza segunda Audiência Pública sobre Lei de Imprensa na Argentina
Na segunda audiência pública sobre a Lei de Imprensa, a Corte Suprema
Argentina fez uma bateria de perguntas aos representantes do Governo e
do Grupo Clarín.
A audiência foi a última oportunidade de manifestações antes que a
Suprema Corte resolva se confirma a decisão da Câmara Federal, que
aceitou o questionamento que o Grupo Clarin fez a dois dos quatro
artigos da Lei de Imprensa que estão em discussão. O tribunal não tem
prazo determinado para se pronunciar.
O Governo aproveitou a oportunidade para reforçar seu posicionamento
no caso. Defendeu que as licenças de radiodifusão são apenas
"privilégios" concedidos pelo Estado e podem ser revogadas a qualquer
momento.
Os argumentos do grupo Clarín deixaram muito clara a sua linha de argumentação:
1. Cassar as licenças do Grupo Clarín é violar sua liberdade de
expressão e o direito das pessoas de poderem escolher que programas
querem assistir.
2. A Lei de Mídia proclama buscar um maior pluralismo, mas o governo não
provou que desmembrar o grupo Clarín levaria a esse resultado.
3. O Direito Internacional proíbe que sejam sancionadas leis
antimonopólio que sejam editadas especificamente contra as empresas de
mídia.
Fonte - Portal STF Internacional
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